No início da tarde de ontem, muitos de nós fomos surpreendidos pela notícia da morte da cantora britânica Amy Winehouse, que nada mais era do que uma tragédia anunciada, haja visto o seu abuso das drogas e do álcool. Perdemos um grande talento da música. No entanto, esta postagem não tem nada a ver com a morte da Amy.
Dois anos atrás, publiquei no meu outro blog, O Cão Ocidental, o post “O dinheiro faz o mundo girar” que, além de outros temas, aborda a deterioração da arte visando única e exclusivamente, o lucro. A arte e o bom gosto ficou em segundo plano.
Na madrugada da última sexta-feira, um dos meus contatos do Facebook publicou um vídeo de uma artista ucraniana que faz animação em areia, uma forma de arte pouca conhecida para muita gente e que apenas pouquíssimas pessoas neste mundo sabem fazê-la com maestria. Seu nome é Kseniya Simonova. Na verdade, não é um vídeo recente e já faz dois anos desde que ela apresentou-se e venceu o “Ukraine's Got Talent” (versão ucraniana do famoso “Britain's Got Talent” que revelou, como você já deve saber, a cantora britânica Susan Boyle).
Peço ao leitor que assista o vídeo abaixo da performance de Simonova nas semifinais do programa antes de prosseguir a leitura. Ele tem duração de pouco mais de 8 minutos, mas que deixa impressionado até quem não entende muito de arte. Já foi assistido mais de 20 milhões de vezes.
Antes de abordar o tema da animação do vídeo acima, Simonova surpreendeu-me pelos traços delicados e impressionantemente rápidos, não esquecendo nem de pequenos detalhes em suas pinturas feitas por seus dedos na areia. Além disso, temos também a performance dramática na hora em que ela joga areia na tela, bagunça as pinturas e, não posso deixar de citar, a trilha que encaixa-se perfeitamente com a história.
A animação ganha vida e dramaticidade a partir do minuto 1:52, quando o casalzinho no banco dá espaço ao semblante de uma mulher assustada e chorando. O galpão ao fundo é incendiado e, em uma fração de segundos, Simonova cria uma multidão em desespero, correndo, usando apenas a palma das mãos, sem esquecer-se de aplicar detalhes às mulheres.
Os postes da ruazinha onde o casal namorava transforma-se em um berço onde uma criança dorme pacificamente. A vela traz luz e esperança. Aos 3:10, a artista ucraniana não mostra ser apenas uma “pintora”, mas também uma atriz que sabe expressar-se ao bombardear as suas telas com areia com frieza. Talvez a mesma frieza dos alemães quando invadiram a União Soviética?
Aos 3:20 talvez alguns de vocês se lembrem de Guernica, obra do espanhol Pablo Picasso, pelas feições aterrorizadas das pessoas. Uma mulher jovem e bela vai envelhecendo com uma carta na mão. Algumas pessoas na plateia começam a chorar.
Um farol, um vilarejo e aquele casal do baquinho do começo da animação parece reencontrar-se atrás de uma janela e o homem, que foi servir na guerra, reencontra-se com seu filho.
“Você está sempre perto” e “1945”, escreve Simonova. Este foi o ano em que a guerra acabou. Ela apaga a vela e é aplaudida de pé pela plateia do Ukraine's Got Talent.
De acordo com os comentários do vídeo e a página da Wikipédia, em inglês, sobre Simonova, a animação fala da invasão alemã à URSS durante a II Guerra Mundial, de 1941-45*, que matou cerca de 20 milhões de pessoas por lá. É difícil que ninguém da Ucrânia, Bielorrúsia e oeste da Rússia não tenha, ao menos, um membro da família que morreu nesta guerra, o que explica as pessoas chorando.
Há outros vídeos dela pelo YouTube, inclusive nos os que estão relacionados. Fica a sugestão para você, leitor que gostou, assistir aos outros.
Kseniya Simonova é um exemplo de que, mesmo que o dinheiro tenha corrompido a arte e transformado-a em um mero comércio para agradar a massa sem cultura, ela ainda existe e persiste nos traços delicados e carregados de sentimentalismo de quem souber juntar talento e sensibilidade. Simonova é um exemplo de que poder haver beleza até mesmo onde o homem mostra ser desprezível e que, mesmo no horror, pode haver amor e esperança, que é o nosso grande farol na escuridão, a nossa vela, a nossa luz.
Escrito por P. Florindo
*A data refere-se ao início da invasão alemã, não à guerra que iniciou-se dois anos antes.
Quase duas semanas atrás, a cantora irlandesa Andrea Corr, vocalista da banda The Corrs (cujo último álbum de estúdio, “Home” foi lançado há 6 anos, em 2005), lançou o seu segundo CD solo após um intervalo de quatro anos desde que o primeiro foi lançado.
“Lifelines”, numa avaliação geral, é muito melhor do que “Ten Feet High”, que já era bom. É um CD com músicas mais alegres e com sentido. Diferentemente da maioria dos álbuns da banda The Corrs e “Ten Feet High”, Andrea não compôs nenhuma das canções deste CD. Na verdade, “Lifelines” é uma coletânea de músicas que marcaram a vida da cantora. Durante as entrevistas em seu canal no YouTube, Andrea revelou ter “redescoberto a sua paixão pela música” durante a gravação de uma das faixas do CD (vídeo).
Abaixo vem uma crítica de P. Florindo sobre cada uma das onze faixas incluídas no CD. As faixas bônus não foram avaliadas.
1. I'll Be Seying You Composição: Irving Kahal, Sammy Fain (em 1938) Duração: 2:31 A faixa que abre o CD não tem nada a ver com todas as seguintes. Cantada como um jazz, “I'll Be Seying You”, embora não seja ruim, está para este CD assim como “Heart Like a Wheel” está para “Home”, ou seja, não combina com o CD e é aquela faixa mais propensa a ser pulada durante a execução. Nota: ★★☆☆☆
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2. Pale Blue Eyes Composição: Lou Reed (em 1969) Duração: 6:08 “Pale Blue Eyes” é uma música calma e muito bonita. Pode-se dizer que o CD começa para valer a partir desta faixa. Nota: ★★★★☆ Pale Blue Eyes by Andrea Corr
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3. Blue Bayou Composição: Roy Orbison, Joe Melson (em 1963) Duração: 2:40 Há um clima de Havaí no ar. “Blue Bayou” é alegre e até nos transporta para os anos 1960, até mesmo para quem não viveu essa época. A letra é simples e esta simplicidade dá beleza a ela. Nota: ★★★★☆
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4. From The Morning Composição: Nick Drake (em 1971) Duração: 3:19 Quando ouvi esta faixa pela primeira vez através das amostras no SoundCloud da Andrea em sua página oficial no Facebook, lembrei da música da previsão do tempo da CNN en Español. “From The Morning”, assim como a faixa anterior, também tem um clima alegrinho, mas é um pouco mais agitada. Nota: ★★★★☆ From The Morning by Andrea Corr
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5. State of Independence Composição: Vangelis, Jon Anderson (em 1981) Duração: 5:37 “State of Independence” é uma das melhores faixas do álbum. A letra, o coro e os arranjos musicais, principalmente, são fantásticos. É difícil ouvir pela primeira vez sem ter vontade de colocar para repetir. Nota: ★★★★★ State Of Independance by Andrea Corr
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6. No. 9 Dream Composição: John Lennon (em 1974) Duração: 4:12 “No. 9 Dream”, composta pelo gênio John Lennon, também ficou excelente na versão de Andrea Corr, alegre e bonitinha. Como diz o título, ela nos convida a sonhar. E falando em sonho, esta faixa mais alternativa e louca tem um refrão que foi concebida a Lennon em um sonho: "Ah! böwakawa poussé, poussé". Nota: ★★★★☆
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7. Tinseltown In The Rain Composição: Robert Bell, Paul Buchanan (em 1984) Duração: 4:42 Com a duração maior do que no videoclipe e na amostra no SoundCloud, o primeiro single do CD trás uma surpresa aos seus fãs mais nostálgicos aos 3:48 com o som de um violino. Também alegre, é uma das melhores faixas do segundo trabalho solo de Andrea Corr. Nota: ★★★★★
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8. They Don't Know Composição: Kirsty MacColl (em 1979) Duração: 3:09 Mais uma música excelente deste CD. “They Don't Know” não vale ser ouvida e repetida somente pelo seu ritmo calmo no desenrolar e alegre no refrão, mas especialmente pela letra que fala daquela sensação gostosa de “sentir” o amor, dos olhares, do toque das mãos e de enxergar uma pessoa pelo o que ela é e gostar dela desse jeito. Nota: ★★★★☆
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9. Lifeline Composição: Harry Nilsson (em 1969) Duração: 3:26 Apesar da letra ligeiramente triste, o som é calmo, relaxante, alegrinho e até descontraído (destaque para o “blublublublu” aos 1:36, cuja versão original pode ser conferida aqui aos 2:20). Nota: ★★★☆☆ Lifeline by Andrea Corr
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10. Tomorrow In Her Eyes Composição: Ron Sexsmith (em 2004) Duração: 2:36 “Tomorrown In Her Eyes” é uma versão em piano, um pouco cansativa de ouvir como “I'll Be Seeying You”. Sem muito o que comentar sobre. Nota: ★★★☆☆
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11. Some Things Last A Long Time Composição: Jad Fair, Daniel Johnston (em 1988) Duração: 3:33 Saudades de algo que se perdeu. Esse é o sentimento que Andrea Corr consegue passar com esta que é a música mais triste deste CD através de sua bela voz. Nota: ★★★★☆
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Esta é a avaliação geral de “Lifelines”. O álbum é muito bom. Certamente, não vai vender tanto quanto os outros CDs do The Corrs nem figurar no topo das paradas de sucesso (exceto talvez, na Irlanda e Reino Unido). “Lifelines” não foi um trabalho com fins meramente comerciais. É um alívio para aqueles que sentem saudade da boa música, sem precisar apelar para polêmicas, bizarrices e vozes computadorizadas para esconder uma evidente falta de voz e talento.
Somando as notas dadas através das estrelinhas (ver legenda abaixo), numa escala de 0 a 5, a nota para este álbum é 3,7. Vale a pena comprar o CD (embora não seja fácil de encontrar no Brasil nem mesmo pela internet), mas caso você não queira perder tempo mandando importar o seu da Irlanda, procure para baixar pela internet. Serão cerca de 70MB do seu HD muito bem gastos com música de boa qualidade.
Vários temas no Brasil são tabus, mas três deles são tão intocáveis que ao menor sinal de discórdia, seu opositor fanático histérico apaixonado vai rodar a baiana e gritar “EEEPA, EEEPA, veja lá como fala, sua sirigaita” ao melhor estilo Vera Verão. São eles: religião, futebol e política. A ignorância e o bloqueio mental às consequências desagradáveis são tamanhas que discussões acaloradas podem terminar em agressão verbal ou em belém-belém.
O tema política tem andado em evidência esta semana devido ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), já citado no CBI aqui, ter dado um show de preconceito e saudosismo aos tempos de ditadura militar no programa de TV “CQC”, da Band. Desde então, iniciou-se uma campanha pela cassação de seu cargo que vem se alastrando pelas timelines do Twitter e do Facebook. Embora as declarações não sejam aceitáveis por partirem de uma figura pública que deveria ser um exemplo de respeito à dignidade humana, alguns pontos interessantes devem ser observados.
A eleição de Bolsonaro
Jair Bolsonaro não ocupou o cargo de deputado federal por acaso, ele precisou ser eleito em pleito popular nas eleições de 2010. O povo que o elegeu pensa como ele pensa, são cheios de ódio pelas minorias e viram nele um messias para salvar as “famílias de bem” dos “negros promíscuos” e dos “homossexuais sem-vergonha”.
Não temos uma educação política e social nas escolas, logo, as crianças e adolescentes são levadas a pensar como seus pais, que incentivam os diferentes tipos de discriminação em sua maioria, ato que ganha força com os casos de discriminação que vemos nas cenas do dia a dia.
A falta de instrução do povo, somada ao seu conformismo pessimista, elegem vários governantes despreparados, incompetentes, preconceituosos e que respondem diversos processos que visam a cassação de seu mandato.
Imaturidade política
A Lei da Ficha Limpa, que também parece que não vai dar em nada, reflete uma atitude desesperada de tornar inelegíveis inimigos políticos. Prevenir o povo de eleger quem tem um passado obscuro é balela. Tal guerrinha deixa os eleitores perdidos, pois é tanto chumbo trocado que teríamos que perder muito tempo e energia fazendo uma investigação criminal para saber quem é o político que está realmente defendendo “el pueblo”, e qual deles é que está omitindo os fatos e fazendo demagogia.
Apenas para dar um exemplo, nas últimas eleições presidenciais o despreparo de Dilma e Serra era tanto que eles baixaram o nível da campanha a tal ponto que, em um país laico, os candidatos mostraram-se dispostos a defender valores cristãos para “defender a vida” (leia-se, questão do aborto), além do vergonhoso caso da tomografia de Serra depois de ser brutalmente agredido por uma bolinha de papel.
A infantilidade dos defensores dos dois candidatos era tão visível, especialmente a dos tucanos, que vários eleitores perdiam ser tempo fazendo montagens em Photoshop, divulgando vídeos sensacionalistas no YouTube, entre outros. Trataram as eleições como se fosse uma disputa de Big Brother, onde a Dilma precisava ser “Dilmascarada” e Serra era “do bem”, uma campanha cheia de amor e ódio como vimos entre os fãs e inimigos do ex-BBB Marcelo Dourado.
População covarde
Na internet as campanhas para cassar Bolsonaro podem até estar fazendo sucesso. Mas e sem ela? Nossa juventude é constituída por muita gente sem postura política definida, sem ideais, sem peito e disposição para lutar, sem atitude, que é corajosa demais para protestar atrás de um computador e fazer fotomontagens, mas extremamente covarde e impotente sem ele.
Talvez precisássemos ter vivido no Irã, na Tunísia, no Egito, na Líbia, na Síria, ou em qualquer país do norte da África ou do Oriente Médio revoltoso e experimentar uma ditadura de mais de 30 anos, sem liberdade de expressão, sem respeito aos direitos humanos, com constantes casos de tortura e desaparecimentos, para que tenhamos vergonha na cara para sair de casa e protestar, exigir melhorias e respeito ao nosso voto.
Os jovens, a exemplo dos adultos, além de covardes, preferem se anular e não se envolver politicamente ao procurarem se opor aos absurdos políticos aqui na nossa República de Bananas. É aquela atitude “não é problema meu”, “não posso fazer nada”, “sempre foi assim” ou “ah, mas se formos nos preocupar com tudo...” É a tradicional fuga da realidade, tapar os olhos e a boca e fingir que não é com a gente, que está tudo bem, pois precisamos proteger nossa preciosa “felicidade”, como no patético comercial de Havaianas com Marcos Palmeira de 2008.
Visão política restrita
Além de uma demonstração de “coragem online, covardia offline” também podemos observar a falta de uma visão abrangente da política brasileira. Bolsonaro não é o único deputado preconceituoso que temos. A luta pelos direitos dos LGBTs no Brasil enfrenta grandes dificuldades de aprovação porque sempre bate de frente e tem menor força que a bancada evangélica, quem em grande parte, aplaude a postura de Bolsonaro e pensa exatamente como ele.
Se os jovens e os adultos querem cassar o mandato de alguém, que sejam mais abrangentes. Que cassem a corja toda. Que todos aqueles envolvidos com corrupção, homofóbicos, racistas, populistas, que defendem os ricos e prejudicam os pobres, que negligenciam a qualidade dos serviços públicos e que tiram vantagens de sua posição sejam cassados em massa.
A internet é, sem dúvidas, o meio de comunicação mais eficiente e democrático de descobrir e lançar novos talentos e de presentear pessoas comuns e desconhecidas com os famosos 15 minutos de fama. O YouTube, por exemplo, revelou os cantores Justin Bieber e Susan Boyle*. Somado ao site de vídeos, ainda temos o Twitter e o Facebook que ajudam a popularizar os vídeos pela web.
Recentemente, podemos perceber que estas redes sociais estão revelando pessoas talentosas desde muito cedo, quando são crianças ou adolescentes. E é deles que iremos falar.
Aqui no Brasil tivemos a cantora Mallu Magalhães que disponibilizou suas músicas no MySpace para download. Ela foi um sucesso, sendo convidada a dar entrevistas em programas de TV e em mídias eletrônicas. Apesar de portar-se como uma criança intelectualizada de 5 anos nas entrevistas, de cantar em inglês e no estilo folk estadunidense, talvez numa tentativa de passar uma imagem de “oi, sou cult, não canto em português porque é brega, prefiro o folk que é para gente de alto nível intelectual”, o talento de Mallu Magalhães é inegável. Ela sabe cantar, compor e tocar vários instrumentos e foi elogiada pelo seu talento precoce em revistas como a Rolling Stone Brasil.
Mundo afora, tivemos Justin Bieber, que é a grande sensação entre as adolescentes, assim como foram o grupo Dominó, Menudos, KLB, Backstreet Boys entre tantos outros. A exemplo desses grupos, Bieber também coleciona desafetos e seu talento é constantemente questionado. O que não deve ser confundido – e que muita gente confunde – é a vida pessoal do artista com o seu talento. Justin Bieber também é um talento precoce e as críticas partem de gente que não gosta de se curvar às sensações do momento e de quem tem milhares de fãs zumbis adolescentes, fãs estas que nenhum cantor sério tem orgulho de ter. Deve-se dizer que ele também não é tonto e está sabendo aproveitar esse momento de grande sucesso lançando uma biografia com apenas 17 anos e um filme.
Atualmente, a grande sensação do YouTube é a cantora californiana Rebecca Black com o hit “Friday” cujo vídeo, em 24 de março (01:30h) contava com mais de 40,5 milhões de visualizações. Junto com o sucesso, vieram as tradicionais críticas sobre a sua voz sem o auto-tune, sobre a simplicidade do videoclipe e sobre a letra chiclete. Seria ela um Justin Bieber de saias? Logo mais saberemos.
Outro grande talento, mas que não chegou a fazer o mesmo sucesso de Bieber, Black, Boyle ou Magalhães (pelo menos, não por enquanto), foi o adolescente de 11 anos Greyson Chance, que também fez sucesso no YouTube ao interpretar em um programa de TV “Paparazzi”, um das músicas mais famosas de Lady Gaga.
Esses adolescentes descobertos pelo YouTube (ou pelo MySpace no caso de Mallu Magalhães) nos mostram que a internet já têm o poder de lançar novas estrelas, coisa que até algum tempo limitava-se à TV ou a alguma foto na primeira páginas dos jornais. No entanto, não devemos duvidar do talento das novas estrelas pelo simples fato de que a população jovem é a que passa mais tempo em frente à tela de um computador falando deles no Twitter. Michael Jackson poderia também ter feito o mesmo sucesso se houvesse internet nos tempos que ele fazia parte dos “Jackson 5”. Além disso, os vídeos fazem sucesso porque são bons, ao contrário de muitos singles péssimos que as rádios tocam tão exaustivamente que passamos a gostar mais por imposição das gravadoras do que pela qualidade musical em si.
Escrito por P. Florindo
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* Susan Boyle foi revelada pelo programa de TV “Britain's Got Talent”, porém o vídeo se sua participação no YouTube foi o que a impulsionou a se transformar num fenômeno mundial.
Há alguns semanas, a cantora Sandy causou rebuliço no site Twitter após o lançamento do comercial que ela filmou para uma marca de cerveja de nome provocativo: “Devassa”. No comercial, ela faz uma performance no palco de um bar, mais dura do que o Michael Schumacher sambando, mas esse não foi esse o motivo do rebuliço. O que surpreendeu muita gente foi a participação de Sandy em um comercial de cerveja de nome lascivo, tentando parecer devassa ao dançar no bar e com o narrador dizendo “todo mundo achava que ela era comportadinha, boa menina... até conhecerem um outro lado dela, o lado devassa”.
Mas o que haveria de mais nesse comercial para render tantos comentários e figurar nos trending topics? Simplesmente nada se não fosse protagonizado pela Sandy, que sempre quis transparecer a imagem de “boa moça” e que se sentia ofendida com perguntas acerca de sua virgindade, há alguns anos. Foi uma grande jogada de marketing gravar um comercial sobre ser devassa por uma das pessoas menos devassas do país.
Para muitos, o fato de Sandy ter gravado tal comercial pode ter sido algo inimaginável, mas para alguns, o comercial os fez bocejar, afinal de contas, ser devassa tem estado na moda há alguns anos...
Já que falamos de virgindade, que tal nos lembrar da Britney Spears quando ela estava saindo da adolescência ali no finalzinho da década de 1990? A cantora estadunidense, assim como a Sandy, era bombardeada por jornalistas imbecis com perguntas como se ela ainda era virgem ou não. Ela dizia que era e também procurava manter a imagem de boa moça.
Imagem que não durou por muito tempo quando ela lançou o álbum “In The Zone”, que continha músicas como “I'm A Slave 4 U”, onde ela finalmente cumpre o que diz em “Oops, I did it again” de que não era assim tão inocente, relevando o seu lado sensual e... devassa. Para completar, ela ainda deu um famoso beijo de língua na cantora Madonna durante o VMA.
Talvez Britney tenha sido a pioneira dessa nova tendência de garotas boazinhas que ficaram más porque, desde então, tem se tornado comum ver essa mudança de comportamento sendo noticiada pela imprensa da fofoca.
Lindsay Lohan, uma das estrelinhas teen da Disney durante a primeira metade da década de 2000, volta e meia se envolve em alguma confusão que envolva álcool, drogas e a prisão.
Miley Cyrus, que ficou famosa ao estrelar o infantil “Hanna Montanna”, segue pelo mesmo caminho ao usar roupas curtas e provocantes durante seus shows, assim como insinuar beijos lésbicos no palco. (Fonte: Ego)
Talvez essa seja uma das jogadas de marketing dos empresários, porque cantoras de sucesso como Madonna, Lady Gaga, Katy Perry, Fergie, Christina Aguilera e cia. usam e abusam da sensualidade e sexualidade em suas coreografias, apresentações em shows e clipes. Não devemos esquecer também de Beyoncé no clipe “Telephone” juntamente com Lady Gaga e da dupla russa t.A.T.u., cujas letras falavam da homossexualidade feminina e as duas cantoras manteram um relacionamento lésbico de mentirinha em uma outra jogada de marketing. Amy Winehouse, apesar de ser mais famosa pelo abuso do álcool e das drogas do que pelo corpo, assim como sua prima-pobre Ke$ha, não podem ser esquecidas.
Por essas e outras, a Sandy do comercial de devassa não tem nada, assim como também não tem nada de mais ali.
Agora nos resta refletir: qual o motivo por trás dessa tendência em converter boas moças em mulheres sexualmente livres? Seria uma forma de esconder uma falta de talento de algumas cantoras? Seria uma forma eficaz de mantê-las na mídia? Seria uma espécie de revolução sexual onde as mulheres querem falar e fazer sexo sem pudores assim como os homens?
Seja lá o que for, essa é a tendência então, se você for uma cantora jovem, você já sabe o que fazer para alcançar o sucesso. O problema é que a concorrência é grande...
De algum tempo para cá, a maior emissora de TV do Brasil, a Rede Globo, odiada por muitos e assistida por esses muitos odiares, vem abordando um tema que que está ficando cada vez mais difícil de não tocar em “conversas civilizadas”: a homossexualidade.
Homofóbicos podem acusar a Rede Globo de estar fazendo “apologia ao homossexualismo” (sic) e temem que pessoas ao seu redor acabem se tornando homossexuais por influência da novela ou de outro programa de TV que tenha abordado o tema. Claro que homofóbicos entendem nada ou quase nada sobre ser gay e sentir-se gay. Para eles, embasados em citações bíblicas ou de alguma figura religiosa ou então, no próprio preconceito de nossa sociedade, homossexualismo (sic) é desvio de conduta, coisa de gente sem vergonha na cara, sem caráter, que ainda não experimentou as coisas boas da vida e, o mais absurdo de tudo, que tem cura e é só uma fase ou que uma boa surra vai resolver o problema.
Algumas pessoas ligadas a grupos de militância à favor dos direitos dos homossexuais podem afirmar que é um avanço. E eles não deixam de ter razão. É importante que uma emissora com o poder incontestável de formar a opinião de milhões de pessoas carentes de educação e de pessoas instruídas ao seu redor aborde o tema. É importante que elas conheçam melhor as minorias que sofrem preconceito todos os dias por serem o que são, pela cor de pele que elas tem, ou pelo sexo da pessoa que as atrai. Porém...
Porém a Globo ainda não sabe abordar o tema sem apelar para estereótipos de forma implícita ou explícita. Isto pode ocorrer por dois motivos. O primeiro, é de que a Globo é burra e ela mesmo é preconceituosa ao tentar quebrar o preconceito, mas o que ela faz é exatamente o contrário, ela os reforça. O segundo é porque abordar estereótipos polemizam, chamam a atenção pelo o que já é duramente criticado em uma sociedade machista. A Globo é uma emissora de televisão com fins comerciais, é óbvio que ela está focada em alavancar a audiência.
Agora mais recentemente, poderíamos citar desde 2005, quando o reality-show Big Brother Brasil apresentou o seu primeiro participante homossexual assumido que foi perseguido por ser homossexual (e claro, ele inteligentemente, soube explorar esse preconceito dos seus adversários a seu favor). Para muitos, o termo “homofobia” soava estranho, como um neologismo mas, desde então, muitos heterossexuais alheios a cultura gay passaram a entender o significado desta palavra. Nesta mesma época, o filme “O Segredo de Brokeback Mountain” ganhou um grande destaque mundo afora por abordar o tema de dois caubóis que mantinham uma relação homossexual cheia de altos e baixos. Inspirado no filme, a novelista Glória Peres contou o drama de Júnior (Bruno Gagliasso) em “América”, mas o tão prometido beijo gay acabou não indo ao ar, frustrando todos aqueles que esperam essa cena histórica da nossa teledramaturgia.
Desde então, muitas das novelas que foram se seguindo apresentavam algum casal homossexual com o argumento de “familiarizar a sociedade aos gays”, prometendo e não colocando no ar o tão polêmico e aguardado beijo gay. O BBB apresentou outros homossexuais em suas edições seguintes, como o urso inflamável Marcelo, o maquiador e drag queen, Dicésar, o jovem afeminado e fútil Serginho e a lésbica Angélica (Morango) que, pelo menos ela, pode mostrar ao Brasil que ser lésbica não é ser, necessariamente, uma machorra.
A cada nova novela, mais personagens homossexuais ganham espaço. A cada edição de Big Brother, o número de gays, lésbicas, bissexuais (e agora uma transsexual) aumenta. Será mesmo que é a Globo dando espaço para os gays conquistarem o seu espaço e um pouco mais de respeito ou é apenas uma tentativa usar os gays como macacos de circo para os seus programas de TV cuja audiência vem caindo a cada ano que passa?
Mulheres e gays costumam ser a maioria da audiência das novelas e do Big Brother. Homens heterossexuais se interessam mais pelas mulheres em biquinis do que pelo o que está acontecendo na trama. A Rede Globo não é tão burra, nunca foi santa e nunca foi comprometida com quase nada que não fosse dar audiência e, consequentemente, lucros.
A Globo quer a audiência daqueles que têm o sonho de viver em uma sociedade onde os homossexuais não sejam discriminados e de que acreditam que a novela ou o BBB vá tornar nossa sociedade menos intolerante. A Globo promete o tal do “beijo gay” e não cumpre ou não permite que vá ao ar. A Globo quer os homossexuais como macacos de circo: “olha lá aquele viado desfilando de fio-dental”. Não há um compromisso em lutar pelos direitos dos gays ou de defendê-los dos vários tipos de discriminação e repressão.
A Globo vai continuar reforçando o estereótipos do gay cabeleleiro ou maquiador ou então do gay levemente ou totalmente afeminado afinal, a Rede Globo e outros veículos de comunicação entendem que “diversidade” se limita ao homem hetero, a mulher hetero e ao homossexual pintoso e oferecido da Parada Gay. Parece que não há na mídia diversidade entre os próprios gays. Ponto para o preconceito e um reforço aos estereótipos.
Escrito por P. Florindo
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Diante do exposto, podemos comentar que a inserção gradual das personagens gays nas novelas e programação da Globo está sofrendo um desvio no que é criticado nos parágrafos anteriores, para esclarecer essa afirmação posso citar o personagem Thales da novela "Ti Ti Ti" que foge ao padrão dos gays até então apresentados nesses veículos (apesar de que o Júnior, de América, não era espalhafatoso, mas sensível, carente, em conflito). Conflito que vive o personagem Thales na novela “Ti Ti Ti”, é possível perceber um esforço do autor e da direção no sentido de trazer o drama de forma mais crua (e não tão romântica como em América) na voz do personagem Julinho. Em episódios recentes ocorreram discussões sobre o rumo que tomaria a relação dos dois, etc.
Até o ano de 2010, creio que a inserção não conseguia atingir o objetivo pelo qual é prezado, e sim, reforça o preconceito. Interessante pensar que o governo atual tem criado medidas e projetos que são satisfatórios e, em teoria, efetivos, para apoiar a aceitação dessa parcela cada vez maior da sociedade, com as famosas e tão comentadas cartilhas componentes do material a ser entregue nas escolas e trabalhado nelas. Podemos também notar o apoio do governo aos projetos de curtas-metragens que tenham temática gay, cabe a mim citar e recomendar aos leitores o famoso curta “Café com leite” de 2007, dirigido por Daniel Ribeiro, tendo apoio do governo federal (pode ser assistido no porta-curtas aqui).
Também cito e recomendo o curta “Eu não quero voltar sozinho” de 2010, mesmo diretor. Facilmente encontrado na internet.
Esse tipo de ação, de apoio a aceitação é efetivo de diversas formas, creio que o que falta é uma melhor divulgação, incluindo aí a exibição em rede nacional. Dessa forma o movimento poderá caminhar numa direção diferente da atual, que acaba sendo visto como a “festa da Parada Gay” ou os estereótipos que vemos na televisão.
Muitas pessoas que não gostam do Big Brother argumentam que este programa não agrega em nada para a sociedade, não dá bons exemplos, não é cultura, é tudo armação, só tem futilidades, que vende um padrão de beleza imposto e um lifestyle idem ou que é a projeção das pessoas em querer viver a vida dos outros. De certa forma, eles não deixam de ter seu fundo de verdade. BBB tem esses pontos negativos, mas tem alguns pontos positivos bastante interessantes.
O BBB, assim como algumas novelas da Rede Globo, atinge milhões de pessoas no país inteiro e o comportamento de seus personagens (no caso das novelas) ou dos participantes (caso do BBB) são julgados e viram tema de conversa nos mais variados lugares: no salão de beleza, nas conversas de família, no trabalho, ou onde quer que você esteja e a vontade de expor sua opinião faz-se necessária.
As duas atrações fazem sucesso porque elas trazem ao público temas polêmicos que podem fazê-lo debater entre si e rever algumas atitudes – especialmente no que diz respeito aos diversos tipos de preconceito e discriminação. Isto é positivo.
Podemos relembrar os seguintes casos em cada BBB:
BBB1: Bulimia
Quem é que sabia o que era bulimia, o distúrbio alimentar pelo qual vivia a participante Alessandra (Leka)? Para muitos, o assunto era inédito ou seminovo, muito limitado a adolescentes obcecadas em atingir os rígidos padrões de magreza impostos pela moda. Após fazer suas refeições, a participante ia até o banheiro e vomitava aquilo que havia comido temendo engordar.
BBB2: Sexualidade e espiritismo
Esse foi um dos primeiros BBBs onde houve uma crítica de uma própria “sister” em relação ao fato de ser sexualmente oferecida. Neste caso, estamos nos referindo à participante Tina, que saiu logo na segunda semana após infernizar todos na casa e acusou a jovem Thaís (18 anos nesta época) de ser o “corrimão da casa” pois todos passavam a mão nela. Ela também criticou a outra sister Tarciana por ter protagonizado a primeira cena de sexo no reality show global com o pagodeiro e ex-alcoolatra Jefferson.
O público eliminou Tina, mas logo em seguida começou a eliminar Thaís, Tarciana e seus amigos e pretendentes, restando no final, apenas sua amiga Cida, Manoela, Thyrso e o até então apagado por sua postura neutra, Rodrigo Caubói.
No entanto, esta não foi a grande polêmica da segunda edição do programa. A aeromoça Cida perdeu a irmão vítima de câncer enquanto esteve confinada. Em uma das cenas mais famosas de todas as edições, Cida ouve alguém lhe chamar enquanto, na verdade, não havia ninguém chamando. Assustada, Thaís mente e diz que era ela quem a estava chamando e ela comenta “parecia a minha irmã me chamando”. Neste momento, a irmã de Cida havia morrido.
BBB3: Adultério
Dhomini foi um dos vencedores mais polêmicos do BBB e dividiu o público em pessoas que o amavam e odiavam. Enquanto esteve confinado, jornalistas descobriram que ele tinha uma outra namorada além daquela que ele dizia ter fora do programa. Apesar disto tudo, sua namorada traída disse que ainda o amava e que queria continuar com ele, mesmo que, como se não bastasse ficar nacionalmente conhecida como uma corna mansa, ainda teve que aguentar o romance que Dhomini teve com Sabrina Sato (hoje apresentadora do programa Pânico na TV) e que só não foi mais longe porque os dois foram juntos ao paredão.
BBB4: Sexismo e liberdade sexual
Logo no começo do programa, tivemos um barraco épico entre Tatiana Giordano e Marcela (Mama) contra Juliana que a acusavam de ter sido fofoqueira ao revelar que as mulheres haviam combinado de jogar contra os homens para que uma mulher, finalmente, pudesse vencer o Big Brother pela primeira vez.
Num dos barracos mais famosos de todas as edições, novamente a participante Mama esteve envolvida em uma briga com a participante Solange que não teve pudor algum em dizer que gostava mesmo de sexo e que o faria dentro da casa e, ao ser criticada por Mama, ficou gemendo como uma forma de deboche.
BBB5: Homofobia
A 5ª edição do BBB foi um marco para a comunidade gay que ganhou um militante na luta contra a homofobia. Jean foi indicado ao primeiro paredão da edição e, ao ser perguntado por Bial sobre os votos que recebou, revelou “talvez pelo fato de eu ser gay”...
Jean foi o primeiro gay assumido a figurar no BBB e, movidos pelo próprio preconceito e achar que teriam respaldo do público, os outros participantes começaram a perseguí-lo pondo-o no paredão sempre que tinham uma oportunidade, além de fazerem brincadeiras de mal gosto em relação à homossexualidade de Jean.
Boa parte do público descobriu o significado da palavra “homofobia” e, apesar de o Brasil ser um país muito provinciano e preconceituoso, foi interessante testemunhar a vitória de Jean pois foi uma mostra de que a sociedade, apesar de não aceitar tanto a homossexualidade, repudiou veementemente a homofobia ao eliminar os participantes homofóbicos com altos índices de rejeição.
BBB6: Oi?
A sexta edição do BBB foi tão chata e sem graça que nem emocionou o emocionável Brasil.
BBB7: Falso moralismo
A exemplo de Dhomini, Diego Alemão foi outro vencedor controverso, mas que não chegou a dividir tanto o público uma vez que foi inteligente e “demonizou” seus rivais.
Envolveu-se com duas participantes na casa, a insuportável Íris Stephanelli que tentou passar a imagem de moça recatada, e Fani que era sexualmente mais liberal e menos moralista. No entanto, ele não foi rotulado de “vagabunda” e sim, de garanhão.
Apesar do fato de ele ter agredido verbalmente a sua adorada “porta” em uma festa, além da apagada participante (e finalista) Carol, ele saiu como o grande “herói” do programa por ter lutado contra aqueles que não prezavam pela moral e pelos bons costumes...
BBB8: Prepotência
A exemplo do BBB6, esta foi uma das edições mais chatas de todas, com seus participantes superficiais e totalmente artificais. A única pessoa que soube observar seus adversários e cutucar suas feridas foi o inesquecível Dr. Marcelo que foi, disparado, um dos participantes mais prepotentes e maldosos de todas as edições.
Durante suas brigas, ele não estava nem aí com o sentimentos de suas vítimas. Falava mesmo o que pensava sem temer as consequências. Desdenhou a inteligência do pitboy malhado Fernando, deu 3 minutos para a dramática Thalita expressar aquilo o que ela estava sentindo e disse que ela não representa em nada na vida dele, além de ter tratado também a outra participante dramática Thati Bione de maneira quase idêntica, mudando apenas as palavras de ordem.
BBB9: Sinceridade ao extremo
A catarinense Ana Carolina foi várias vezes ao paredão acusada pelos outros de ser uma pessoa mimada e egoísta. De fato, ela admitiu que era isso mesmo, mas também disse que todo mundo espera esse tipo de comportamento dos outros. Ana foi sincera com aquilo que pensava e agia mesmo como queria, ser precisar seguir um script para agradar o público e os seus companheiros na casa. Tal comportamento despertou a reprovação de muita gente ao mesmo tempo que a transformou numa das favoritas ao prêmio por ser autêntica e espontânea.
BBB10: Agressão verbal contra mulheres e heterofobia
Dois participantes se destacaram nesta edição pelos seus comportamento dentro da casa em relação aos outros. O primeiro foi o modelo Eliéser, que além de confirmar o rótulo que Elenita lhe deu de que “beleza e nada é a mesma coisa” (sic) devido a sua inesquecível ausência total de inteligência, portou-se como um pavão-leão gritando com as mulheres durante suas brigas
Outro participante polêmico foi o ex-BBB Marcelo Dourado que havia participado também da 4ª edição. O fato de ele simplesmente não ser uma pessoa entendida sobre a questão da homossexualidade (não sentir-se à vontade perto de homossexuais extravagente como o maquiador e drag queen Dicésar, não ficar à vontade quando o assunto sexo era debatido durante as refeições, dizer que hetero não pega AIDS, não gostar da brincadeira de Dicésar de dizer que “cada um tem uma diva dentro de si”) foi rotulada como homofobia. O próprio apresentador Pedro Bial afirmou durante o discurso de eliminação de Dicésar que Dourado não foi homofóbico.
A atitude de grupos ligados à defesa dos homossexuais foram heterofóbicas ao darem a entender que se uma pessoa não se sente à vontade com um homossexual, isto é, automaticamente, uma atitude homofóbica, afinal, ao contrário dos heterossexuais, os homossexuais (sem exceção) são todos pessoas do bem, educadas, respeitosas, que não fazem fofoca e que não tem mania de perseguição.
Entrevista de Marcelo ao site Ego diz que sofreu de heterofobia (clique ali para ler)
BBB11: Machismo
Poderíamos falar sobre transexuais e garotas de programa, mas como Ariadna saiu logo na primeira semana, não temos muito o que falar sobre.
Assim como Dourado que teve uma segunda chance depois de ser eliminado do BBB, Maurício também teve a sua. A única diferença é que Maurício voltou para participar da mesma edição que foi eliminado. Durante sua estadia na casa, ele teve um relacionamento com Maria. Dias depois, a produção do BBB colocou novos participantes no programa e um deles, Wesley, interessou-se pela “viúva” de Maurício e eles tiveram um affair que nunca chegou a ter um beijo na boca de verdade.
Enquanto aguardava sua chance na casa de vidro com os outros eliminados, Maurício foi informado por aqueles que saíram depois dele que havia entrado gente nova e que o rapaz novo estava se relacionando com Maria. Ao voltar para o jogo, Maurício mudou seu discurso paz e amor e passou a ignorar Maria, a ser rude com ela e por mais que ela pedisse desculpas por ter magoado todo o “amor” que ele sentia por ela, ele sempre recusava.
Maria então foi rotulada de vagabunda afinal de contas, no Brasil, se um homem se relaciona com mais de duas mulheres no BBB (vide Dhomini e Alemão), ele sai como o gostosão da história enquanto se uma mulher faz o mesmo, ela é vista como “vadia”.
O CBI (Cala boca ô istepô) tem como pretensão ser pretensioso.. divulgar e criticar, elogiar e descascar, enaltecer e mandar calar a boca! Quem hoje não tem vontade de levantar alguma bandeira contra algo que tá na mídia? Quem não quer reclamar de alguma modinha atual que futuramente fará com que as pessoas neguem de maneira veemente que participaram? Quem não odiou aquele filme baseado em determinado livro igualmente ruim e é massacrado por fãs zumbis se reclamar? Muitos! É para esses muitos que o CBI está nascendo.